Posts Tagged ‘ trabalho ’

Onde acaba o passado?

Durante anos repetimos as mesmas situações: no trabalho, no amor, nas relações humanas. Algumas vezes por simples coincidência, grande parte porque, inconscientemente, buscamos esta repetição.

É fácil entender a repetição de ações agradáveis, mas a grande pergunta é: por que repetimos o que nos incomoda?

No amor: um relacionamento fracassado após o outro e a menina continua buscando caras com perfil violento, ou mulherengo, ou frouxo, ou com grande diferença de idade. Terapia seria o caminho correto para tentar entender de onde vem esta atração, mas quem não tem tempo, dinheiro ou disposição para procurar ajuda profissional pode simplificar: ao perceber que existe um padrão desagradável, mude. Simples assim. Reflita se você não está projetando no outro suas frustrações familiares, sua relação com pais e parentes.

No trabalho: você ainda repete comportamentos dos tempos de escola na sua vida profissional? De forma geral, quem sofre bulling no colégio leva para o resto da vida a sensação de inadequação, o medo de ser ridicularizado ou humilhado publicamente. Profissionais competentes congelam, sem consciência de que esta é uma reação que tem muito mais a ver com o passado do que com o momento atual.

Como lidar com isso?

Continuar a ler

Essa gente que cresceu fazendo biquinho no espelho do banheiro

Este texto é um spoiler do filme Na Natureza Selvagem (Into the Wild).

 

Quem assiste “Na Natureza Selvagem” termina o filme com a sensação de ter levado um soco, bem na boca do estômago. O filme fala sobre nossa busca pela felicidade.

Ele conta a história real de um cara que corria solo atrás da sua felicidade, e quando se dá conta de que estava correndo na direção errada, já é tarde demais.

A sensação ruim que ficamos ao filme acabar é por isso: sabemos que estamos correndo. E se um dia olharmos para trás e chegarmos a conclusão de que viramos na esquina errada lá no começo e desde então não temos feito nada a não ser nos afundarmos mais e mais na nossa própria perdição? Temos corrido desesperadamente para longe da felicidade?

O personagem do filme decide viver uma vida sem pessoas, acreditando que a felicidade não estava em outros humanos, mas sim na ausência deles. Somos comovidos pela história porque o individualismo impera nas relações atuais, principalmente na internet. E nos identificamos com o moço do filme. Quanto mais fundo na internet a pessoa vive, menos aberta ela está para outros serem humanos.

Fica fácil ter amigos virtuais que vivem a milhares de quilometros, ter encontros sexuais furtivos em salas de bate papo na madrugada, ter milhares de seguidores no twitter e chamar isso de vida.

E nas relações humanas, presenciais, o que conta é o prazer imediato, é encontrar alguém que nos ache tão incrível quanto nossos milhares de amigos virtuais acham. Se não der certo a fila anda, pegue a senha, mulher é que nem biscoito, come uma vem mais oito, iguais a você eu conheço mais de cem, etc.

Somos convencidos pela pseudo glória da internet que a cada esquina existe um par perfeito, uma pessoa maravilhosa e que ainda acha que somos perfeitas para ela. O elogio fácil feito para semi desconhecidos convenceu uma geração Mari Moon que suas fotos no Fotolog são ***DeeMaiSsS!! Me aDD! :D###***. Essa gente que cresceu fazendo biquinho no espelho do banheiro para ser chamada de gostosa entrou na vida adulta sentindo-se PHODA e ligando cada vez menos para quem está ao seu lado.

Será que um dia vamos descobrir que as escolhas que fizemos a favor da carreira, do dinheiro e da glória não valem nada, porque as pessoas que gostaríamos de ter ao nosso lado para compartilhar já não estão mais lá?

Até que ponto se afastar da família, dos amigos, da pessoa que te ama vai valer a pena quando você chegar “lá”? Será que o “lá” vai ser um lugar vazio, e que vamos lamentar não ter parado antes, ter nos contentado com menos e ter aproveitado mais a companhia das pessoas? Será que, no fim das contas, a vida não é isso?

Aposto que você tem planos para a sua carreira daqui a dez anos, mas, e a sua vida pessoal? Como vai estar? Separado, sozinho, desconfiado e amargo? Já cansado de tudo e sem forças para recomeçar, você entende o que o personagem de Into the Wild descobriu: A felicidade só é real quando é compartilhada.

Recomendo a todos o filme. Não traz respostas, mas faz as perguntas certas.

Será que não é hora de amadurecer? Aprenda a amar e ser amado

amar e ser amado

The greatest thing
You will ever learn
Is just to love
And be loved in return

Parece que muita gente já descobriu. Eden Ahbez disse nesta letra ali em cima, sucesso no filme Moulin Rouge. Herbert Viana também cantou que “saber amar é saber deixar alguém te amar”. São tantas outras músicas e poemas sugerindo uma “ajudinha” para o amor… e parece que mesmo assim é difícil entender.

A gente cresce ouvindo muita besteira dos adultos, e uma delas é o velho consolo “quem for gostar de você deve gostar exatamente de quem você é”. Depois crescemos e nossas amigas falam que o cara que deu o fora é um babaca por não querer uma pessoa tão maravilhosa.  Se você vêm escutando há anos da família e amigos que é uma pessoa maravilhosa, mas ainda está solteiro(a) mesmo querendo um relacionamento, será que não é o caso de pensar que, embora você tenha muito a oferecer, ainda não aprender a ser amado?

Porque, sim, SER amado exige quase tanto esforço quanto amar.

Já não lembro mais onde eu vi, se em filme ou livro, uma frase incrível: “Por que é tão difícil te amar? Me apaixonar foi tão fácil…” Eu já senti isso, e sei que você também. Quando a gente ama e se magoa, esta é a primeira sensação que aparece. Esta é a parte fácil. Difícil mesmo é apontarmos a análise para a própria barriga e ver como a gente dificulta as coisas para o outro.

Nós já sabemos enumerar o que é o companheiro perfeito também sabemos que a nossa dignidade e bem estar está acima de tudo e todos, mas isto não é desculpa para tratar o outro da maneira que VOCÊ decidir que é melhor para ele, e depois ainda achar ruim quando as coisas não derem certo.

Ninguém disse que o amor precisa ser fácil para ser verdadeiro. Nem fácil, nem simples nem rápido. Se a pessoa vale a pena, ou parece valer a pena, temos que nos dedicar a ela como a um “case” no trabalho. Ou ainda, se você gostaria que sua vida amorosa fosse totalmente diferente, que tal começar a mudança de dentro para fora?

Veja algumas sugestões:

Continuar a ler