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O homem perfeito: o que as mulheres querem?

As mulheres se esforçam imensamente para tentar ser tudo o que os homens querem. Lemos textos a respeito, discutimos o assunto, dizemos que não ligamos pra isso, mas seguimos nos interessando sobre o que passa na cabeça deles. Já os dito cujos… aparentemente não estão nem aí para o que esperamos deles.

Não é bem assim. Eles ligam, apenas não querem a nossa opinião. Guiam-se pela opinião masculina a respeito do assunto. Na prática cabeça masculina, não faz sentido ficar pesquisando a respeito se é senso comum que mulheres querem o cara mais rico e com o maior pinto que elas possa encontrar, certo?

Por mais que esses gênios do relacionamento já tenham resolvido o mistério, vou humildemente dar a minha opinião a respeito. Sei que entendo muito menos do assunto do que os caras no vestiário do futebol, mas vamos aí.

Não acredito em companheiro para o resto da vida. Poder-se-ia pensar que sofri muito na mão de cafajestes e me desiludi da vida, mas não foi isso que aconteceu. Desde criança nunca brinquei de casamento nem me imaginei com uma família enorme e vários filhinhos. Cresci, homens bacanas passaram pela minha vida, morei junto com meu ex por quase seis anos e adorava cada momento, mas não planejava a velhice.

Não existe homem perfeito, nem mulher perfeita para sempre. Existe a pessoa perfeita para aquele momento na sua vida. Você não é a mesma pessoa que era há dez anos e nem vai continuar igual na próxima década e na próxima. O caso é que as pessoas mudam, e a sua cara metade de hoje e você podem mudar em direções contrárias. Não é culpa de ninguém, “é a vida”. Por mais clichê que soe.

Grandes dramas acabam surgindo da dificuldade de aceitar que o relacionamento acabou porque vocês mudaram e não encaixam mais um na vida do outro. Procuram-se culpados, motivos obscuros, quando às vezes simplesmente é hora de tomar outro caminho. Dói, é claro. Você pode continuar tendo carinho por aquela pessoa para sempre, e, em almas mais evoluídas até virarem amigos. Forçar a convivência como cônjuges acaba levando infalivelmente à raiva mútua e ressentimento.

Eu não acredito no amor? Claro que acredito! Paradoxalmente sou a pessoa mais romântica que conheço. Aceitar que o amor acaba não muda o fato de que eu gostaria que ele durasse para sempre. Vejo reportagens com casais velhinhos que passaram a vida toda juntos e ainda andam de mãos dadas por aí, com todo carinho. Essas são pessoas que, ao longo das mudanças que a vida infligiu em suas personalidades, tiveram a sorte de mudarem na mesma direção, ou em direções complementares. Sorte e trabalho duro, claro. Quem sabe eu não vou ser um deles? Não é a grande meta da minha vida, mas seria muito bom ter para sempre esse calorzinho no meu peito, essa coisa tão aconchegante de amar e ser amada.

Mesmo com todas essas mudanças existem algumas características que as mulheres sempre buscam e admiram nos homens, independente de raça cor, credo, estilo ou idade. Conseguir conciliar todas é a fórmula para ser o companheiro perfeito.

Vamos a elas:

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A fina arte de ser mulher: coisas que os homens não entendem

Diva

Apesar de todos os avanços do feminismo, ser mulher ainda requer algumas sutilizas que o masculino dispensa. Estou sempre refletindo a respeito, apesar de não falar no assunto com freqüência para não aborrecer os outros. Mas hoje estou com vontade.

Minha irmã está analisando a possibilidade de começar um pequeno empreendimento com algumas amigas. O pai de uma delas declarou que não era uma boa idéia, por ser um grupo formado apenas por mulheres. Pessoalmente consigo listar uma dúzia de motivos para se pensar duas vezes antes de começar qualquer negócio. Pelo menos doze razões para não tentar, e nenhuma delas envolve questões de gênero.

Entristece-me quando esse tipo de argumento ainda é utilizado. Nunca neguei que homens e mulheres são diferentes e lutam por seus objetivos de maneiras distintas, mas não duvido da capacidade de ninguém de obter sucesso.

Na minha profissão sofri o clichê de ter uma indicação condicionada a sexo. Ao negar, ouvi barbaridades, como a que logo vou estar feia e velha e ninguém vai me querer e estou desperdiçando uma ótima oportunidade de crescimento. Homens não precisam passar por esse tipo de situação. Mulheres passam, e muitas aceitam e “aproveitam”.

Mais um exemplo de diferença: ser mulher me impede de ter um blog e falar abertamente de sexo. Nunca poderia escrever um texto tipo “10 dicas de como fazer sexo oral”, como muitos textos que circulam na internet, e esperar ser tratada da mesma forma como homens que escrevem isso. Para os homens é ok, é normal, mesmo que ainda traga alguns estigmas e até um pouco de preconceito. Para as mulheres é simplesmente impossível. Ou a garota teria um estilo de vida completamente moderno e “maluquinho”, baseado na sua sexualidade, ou afundariam suas chances no ambiente corporativo.

Mulheres, portanto, são obrigadas a usar subterfúgios, diminutivos, justificativas e pseudônimos para situações que para os homens são corriqueiras. E para muitos deles isso passa batido. Já escutei homens declararem por aí que as mulheres são iguais aos homens em algumas situações. Bobagem. Nunca serão!

Criaturas que desde cedo são reprimidas em relação sexo e a cocô desenvolvem-se muito diferente das demais. O preconceito diz que mulheres são mais ardilosas. Claro! Uma criança que não pode dizer que vai ali fazer cocô e já volta começa a entender que na vida muitas situações, por mais simples e cotidianas, para ela serão pequenos dramas e exercícios de “jeitinho” e jogo de cintura. Logo essa fina arte torna-se intrínseca a nós e é aplicada com mais ou menos critério em todas as situações.

E os homens, ao mesmo tempo que negam o preconceito e a opressão, sentem-se confotabilíssimos na posição de super homens e protetores, e repudiam qualquer pequena insurreição. Uma pequena menção a cocô no meio de um texto ainda causa mal estar. E aí vem aquele comentário carinhoso, avisando para o meu próprio bem que não é legal citar isso como exemplo em um texto.

Muito do comportamento feminino não acontece porque a mulher prefere assim, mas porque dá menos trabalho do que bater de frente. Grande parte das mulheres são seres bastante escrotos quando estão sozinhas. Como os homens, elas dão o melhor de si para impressionar o sexo oposto. A diferença é que os homens assumem a escrotidão com orgulho, mesmo que a reprimam diante das companheiras. Para as mulheres não basta estar bem naquele momento, é necessário fazer crer que são assim o tempo todo.

Gosto da minha condição de mulher. Muitas vezes na minha infância e adolescência desejei ser menino, poder agir como eles e não precisar de tanta frescura. Demorou até eu fazer as pazes com meu gênero. Isso aconteceu quando eu vi que os preconceitos que eram apresentados a mim em uma cidade interiorana eram problema de quem os pregava, e não meus. Quando entendi que posso fazer tudo o que quiser, da maneira que preferir, minha raiva passou.

Ganhei o mundo e saí da minha cidade natal, mas fi-l0 porque qui-lo, não porque era a minha única possibilidade. Em qualquer lugar é possível desenvolver um talento, basta querer. Fugir não resolve, apenas ganha tempo para lidar com a situação. Aprendi que para ter os direitos masculinos não é necessário emular as características negativas associadas a eles, como muitas mulheres pensam. Basta ser muito mulher e acreditar em si.

Ser mulher compreende lidar com mais conseqüências, ter que se provar mais, sofrer mais dor física. Mas também traz liberdade. Entender as agruras do meu gênero não é ignorar as do outro. E hoje acho que, com os estigmas que recebemos ao longo da vida, as mulheres são mais livres que os homens. Na infância aprendemos a ter vergonha de nossos intestinos enquanto eles usam fantasias de super-homem. Para nós, o eterno negar nossos instintos primitivos. Para eles, a frustração infinita de não ter salvo o mundo.