Microconto de metrô

Eu ia sentada, e ele parou ao meu lado.

Olhei. Olhei de novo. Daí olhei como quem ia dizer alguma coisa, mas fiquei tímida.

Ensaiei mais duas vezes dizer algo, mas desisti.

Ele notou, empertigou-se.

Chegou minha estação.

Levantei, e ao passar por ele, não aguentei. Falei baixinho:

– Moço…

Ele sorriu com todos os dentes.

-… sua braguilha está aberta.

-Ah.

 

(história real, acontecida em 8/11/2011)

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